Aqui não há chef. Há uma cozinheira que faz como fazia a mãe dela.
A Tasca do Petisco abriu em 1978 e pouco mudou — e ainda bem. Continua a ser a casa onde se entra sem reserva, se pede um copo do da casa e se petisca enquanto se resolve o mundo. As receitas são as de sempre, feitas como se faz em casa, com o tempo que a comida boa exige e sem atalhos de congelador.
O quadro de ardósia manda: o prato do dia muda conforme o mercado e a estação, e há sempre os clássicos que ninguém deixa tirar da ementa. Aos balcões e às mesas cruza-se toda a gente do bairro — o trolha e o advogado, a reforma e a malta nova — porque uma boa tasca não pergunta de onde vens, só se queres mais um petisco.